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Visão sobre o Stress

Visão sobre o Stress

Antes de mais quero ressalvar que este tema é extremamente complexo pois engloba áreas de conhecimento de difícil compreensão, no entanto, espero conseguir passar a mensagem da forma mais simples possível.

O objetivo desta publicação é apenas chamar a atenção para esta problemática e partilhar algumas estratégias para diminuirmos o stress no nosso dia a dia.

Baseei-me no livro do Professor catedrático José Soares, “RELOAD Menos Stress Mais Performance”, o professor recorreu a 62 referências bibliográficas para descrever este tema, no entanto devido ao caracter meramente informal desta publicação, não vou colocar aqui as referências. Se quiserem obter mais informações, enviem-me mensagem ou, melhor, leiam o livro.

Visão sobre o Stress:

O ambiente económico no início do século XXI é caracterizado pela incerteza e instabilidade e desde então que é preciso “fazer mais e melhor com menos”. Esta ação implica um incremento da pressão nas empresas e consequentemente nos seus colaboradores.
Assim, os colaboradores estão sujeitos a um ambiente que poderá ser caracterizado por três aspetos principais:

a) Never Offline;
b) Pressão para obter resultados;
c) Longas horas de trabalho.

Este ambiente corporativo aumenta consideravelmente os níveis de stress, o que leva a médio-longo prazo a uma diminuição da qualidade de vida.

O Stress:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acabou de considerar o stress como a “epidemia do nosso tempo”. O termo stress foi usado pela primeira vez nos anos 30 do século passado, pelo endocrinologista Hans Selye. Selye designou esta resposta por Síndrome Geral de Adaptação. Esta síndrome contem 3 fases:

i) fase de alarme, que corresponde à identificação da ameaça ou agente de stress e à preparação da reação;
ii) fase de resistência, em que o corpo tenta adaptar-se e lidar com o stress imposto; e
iii) fase de exaustão, em que as capacidades de resposta esgotam e o corpo não consegue resistir ao agente de perturbação do equilíbrio.

De uma forma simples, o stress é a reação do nosso organismo a um estímulo que perturba a nossa homeostasia (equilíbrio) físico e/ou psicológico.
O stress agudo é a resposta imediata a algo que perturba o nosso equilíbrio físico ou psíquico. Quando o mesmo agente de perturbação se prolonga no tempo, o acumular de respostas é designado por stress crónico.
O stress tem de ser entendido como algo individual. O que para uns é uma fonte de stress, para outros pode ser algo descontraído e até relaxante.

Os agentes de stress não se comportam da mesma forma em situações aparentemente semelhantes. O mesmo agente de stress pode ser hoje relaxante e amanhã altamente stressante. Depende da forma como nos adaptamos. Umas vezes acomodando, outras reagindo.

O Tempo é o agente de stress mais presente e com maior impacto no nosso dia a dia.
Se estivermos bem atentos às nossas conversas, sejam pessoais ou profissionais, a palavra tempo surge a par da palavra stress. Exemplos: Não tenho tempo para entregar o relatório, não tenho tempo para finalizar a apresentação, não tenho tempo para jantar com os amigos ou família, não tenho tempo para brincar com os meus filhos, não tenho tempo para treinar, não tenho tempo para fazer uma alimentação adequada… tempo, tempo, tempo! O problema poderá não estar no tempo, mas na falta de organização.
Deixo-vos este link que gostaria que todos pudessem ver na sua totalidade. Certamente ficarão com outra perspetiva de vida que vos pode ser útil, principalmente se estiverem a padecer de “falta de tempo”.

No passado estávamos mais sujeitos aos agentes de stress físico – como resistir ao frio, ao calor, à ausência de alimento ou água. Atualmente, estes desafios estão ultrapassados para a maioria de nós neste ponto do globo. No entanto ficamos mais perturbados com agentes de stress psicológico ou emocional.

O Instituto Americano do Stress (IAS) estima que 80% dos americanos tenham sinais de sintomas de stress, e que de facto contribui para uma perda de produtividade acima dos 300 mil milhões de dólares.
Na Europa, segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, os custos do stress e da saúde mental é de cerca de 250 mil milhões de euros.

São números, no mínimo, assustadores. Parece-me claro que devemos estar conscientes que, de facto, é uma problemática que nos toca a todos, direta ou indiretamente. No entanto, a solução está na mudança de comportamentos. Basta conseguirmos adotar hábitos de vida mais saudáveis e que contribuam para o equilibrio do organismo.

Os principais indutores de stress são:

Químicos – Drogas, Poluentes
Emocionais – Raiva, Medo, Culpa, Solidão
Mentais – Ansiedade, Trabalho, Notícias, Preocupação
Nutricionais – Alergias, Deficiências Vitamínicas, Deficiências Minerais
Físicos – Exercício Físico Exagerado, Saúde, Sono Inapropriado, Viagens
Espirituais – Emprego, Problemas Financeiros, Relacionamentos Sociais
Traumáticos – Traumas de Infância, Lesões, Stress pós-traumático, Cirurgias

Destes, os agentes que mais induzem stress são:

  1. Tensão provocada pelo Trabalho;
  2. Falta de Dinheiro;
  3. Preocupação excessiva com doenças;
  4. Situações de Relacionamentos (divórcios, solidão, incompatibilidades com amigos);
  5. Alimentação desadequada;
  6. Atenção excessiva às más notícias, Internet, Rádio, Imprensa;
  7. Falta de horas de sono e dificuldade em dormir.

 

O stress crónico é responsável, não só pelo aumento dos fatores de risco de diferentes doenças, como também pelo agravamento de patologias já existentes, como as neoplasias ou doenças cardiovasculares.

Sinais e Sintomas do Stress:

  • Aumento da frequência cardíaca, temperatura, frequência respiratória, ativação muscular, etc., colocando o corpo em modo de ação imediata;
  • Digestão paralisada, assim como o sistema imunitário. Quando as situações de stress se repetem no tempo, não só agredimos o nosso sistema digestivo como a nossa imunidade fica comprometida;
  • Imobilização. Quando não conseguimos qualquer apoio social nem somos capazes de mobilizar o corpo e a mente para a ação, ficamos paralisados, imobilizados. Por isso se diz que a resposta ao stress pode ser “fight, flight or freeze” (“luta, foge ou gela”). Esta situação é típica de situações mais extremas em que não conseguimos responder à ameaça.

Os sinais e sintomas de stress podem ser divididos em cognitivos, emocionais, físicos e comportamentais.

Cognitivos:
Problemas de Memória, Dificuldade de Concentração, Tomada de Decisões Desadequadas, Ansiedade e Pensamento Apressado.

Emocional e Comportamental:
Tristeza e Depressão, Irritabilidade e Impaciência, Isolamento e Solidão. (s.e.: Mau humor constante, Irritabilidade, Agitação e Incapacidade para Relaxar, Sentimento de Sobrecarga, Sentimento de Isolamento e Solidão e Depressão ou Estado de Infelicidade) (s.c.: Alterações do comportamento alimentar, Perturbações do sono, Isolamento Social, Procrastinação, Uso de Álcool e Comportamento Nervosos.

Físicos:
(Não vou desenvolver esta temática porque julgo que é demasiado complexa. No entanto está diretamente relacionada com reações biológicas mediadas pelo Sistema Nervoso Autónomo, independentes do nosso controlo ou vontade) O ponto a reter é que queiramos ou não o nosso Sistema Nervoso Autónomo desencadeará respostas durante uma situação de stress.

Ainda assim, apesar do impacto que o stress tem no nosso dia a dia, é importante salientar os seguintes aspetos:

  1. O stress só por si não é algo que se deva evitar ou pernicioso.
  2. É uma forma do organismo se preparar para a ação, mobilizando todos os recursos.
  3. Todos os eventos provocam, em maior ou menor grau stress com respostas mais ou menos intensas.

Algumas das consequências/respostas orgânicas ao stress não são obvias e não se enquadram nas referidas atrás. Por exemplo, são descritos casos que estarão relacionados com o stress, mas que estão ainda mais longe de ser confirmados cientificamente: o marido que adoece gravemente depois de a sua companheira de uma vida ter falecido; a mulher que depois de ter desistido de todos os tratamentos de infertilidade, passada essa fase de stress acaba por engravidar…

Então qual a solução? Como diminuímos o Stress?

Bom, uma das melhores formas de o diminuirmos é relaxando. Fisiologicamente, o relaxamento é aumentar a participação do Sistema Nervoso Parassimpático. É ativar as funções de “Rest and Digest” (“Repouso e Digestão”), que podem ser conseguidas através de formas bastante simples e bastante exequíveis.
Portanto, relaxar não implica sempre técnicas sofisticadas de meditação transcendental, ioga ou outro tipo de abordagens menos disponíveis para a maioria das pessoas. O relaxamento está muito mais dependente do estado e da forma como realizamos as atividades do que das ações propriamente ditas.

Portanto para diminuirmos o stress podemos utilizar as seguintes estratégias:

i) Aumentar a exposição à luz solar, preferencialmente durante a manhã;
ii) Maximizar a escuridão perto da hora de deitar;
iii) Evitar bebidas com açúcar;
iv) Evitar ingestão exagerada de açúcar;
v) Não ingerir bebidas alcoólicas;
vi) Limitar a ingestão de cafeína, principalmente à noite;
vii) Caminhar calmamente;
viii) Caminhadas na Natureza;
ix) Ouvir música relaxante;
x) Meditação;
xi) Massagem;
xii) Exercício Físico Adequado;
xiii) Respirações Profundas e Pausadas;
xiv) Sauna;
xv) Conviver Socialmente;
xvi) Ler.

Sucintamente, o stress é um mecanismo fisiológico que nos permite reagir aos agentes que provocam uma alteração do nosso estado de equilíbrio. O aumento da intensidade das situações de stress e o acumular das respostas aos agentes de perturbação de equilíbrio ao longo do tempo causam stress crónico. Por sua vez, este último está diretamente relacionado com um aumento do risco de doenças cardiovasculares. No entanto, apesar de ser algo individual, é possível diminuirmos o stress, respeitando a fisiologia e usando algumas técnicas/estratégias. Assim, podemos ser capazes de melhorar a nossa qualidade de vida e o nosso bem-estar físico e psicológico. O exercício físico desempenha um papel fundamental, essencialmente no aumento da tolerância dos tecidos, permitindo que o organismo se adapte mais facilmente a uma situação futura de stress.
A solução está em tentarmos manter sempre o equilíbrio, mas sabendo que é algo impossível, uma vez que estamos constantemente a receber estímulos do meio ambiente, o importante é identificarmos de que forma conseguimos ficar mais relaxados, para quando nos sentirmos stressados, podermos encontrar novamente o (re)equilíbrio da forma mais eficiente.

João Costa, 2019